Protestos pelo Brasil

O texto a seguir foi publicado por mim em meu meu Facebook no dia 15 de junho de 2013, um pouco antes do grande estouro de protestos por todo o Brasil. Leia, discorde, dê sua opinião e deixe seu comentário …

 

”  Fico observando os comentários das pessoas pelo Facebook à respeito das manifestações à nível nacional sobre as barbáries pelas quais estamos passando. Sim, acompanho apenas pelo Facebook, pois não tenho vontade de ir às ruas como manifestante muito menos tenho coragem de acompanhar pelos jornais, pois colocam a notícia como convém à eles apenas. Vejo uma mistura de opiniões, onde alguns são a favor das marchas, protestos e seja lá quais forem suas consequências, enquanto outros se manifestam de forma negativa sobre os ocorridos. Tento absorver o melhor dos dois lados para formar minha opinião, mas confesso, está sendo difícil.

Se de um lado moramos em um país onde a criminalidade já está em um nível absurdo, que não podemos nem mesmo sair às ruas pela noite falando ao celular sem correr riscos de sermos roubados, ou são aprovadas leis e mais leis que beneficiam os grandes e desfavorecem os pequenos, por outro lado temos que levar em consideração que, por mais forte que seja a pressão dos manifestantes (e com todos os motivos, em nenhum momento eu discordo disto), os mesmos sempre acabam nas mãos do governo, que está interessado apenas em olhar para seu próprio umbigo, ordenando que “contenha-se os manifestantes à qualquer custo”. Podemos (generalizo o povo brasileiro, repito) sair às ruas e exigir melhores condições de vida, tarifas e impostos mais baixos e tudo mais que nos compete, mas temos consciência que isto será repreendido pelos órgãos de comunicação, será mal interpretado pela sociedade alienada e ainda por cima trará despesas a mais para o próprio governo, pois será preciso “aumentar a segurança nas ruas”, “arrumar os estragos feitos pelos ‘vândalos'” e ainda por cima teremos pessoas de bem, lutando por seus ideais, atrás das grades por motivos que nem eles mesmos compreendem.

 

Se a solução é ir às ruas e lutar por seus direitos? Não sei. Não acredito muito. Conseguimos recentemente, aqui em Porto Alegre, diminuir a tarifa de ônibus após diversas manifestações. Foi muito bom, todos aplaudiram e a tarifa voltou ao valor anterior ao aumento. E o serviço? Continuou exatamente a mesma porcaria. Ônibus lotados e escassos em horários de pico, falta de segurança, falta de manutenção, profissionais (alguns, não todos) pouco qualificados, etc… Se vamos lutar por uma melhora, que lutemos então pelo resultado íntegro, e não nos sentir vitoriosos com a batalha ganha, sabendo que no final das contas, já perdemos a guerra.

 

Para concluir minha rápida epifania, deixo a minha visão do ambiente como um todo. Não adianta lutarmos contra os gigantes, querendo enfrentá-los de frente. Devemos primeiro quebrar-lhe o tornozelo, e após a queda, terminar o serviço. Violência gera violência. Mesmo que as marchas sejam pacíficas, só se obtém qualquer resultado após algum conflito, e isso não é bom. O ideal seria exigirmos nossos direitos primeiro à nível municipal (o tornozelo), após isso à nível estadual e aí sim à nível nacional. E qual seria o primeiro passo na minha opinião? Voto facultativo. Se o povo não fosse obrigado a ir às urnas, os políticos teriam que fazer muito mais para conseguir merecer o voto, e não só espalhar santinhos nas ruas. Acredito que ninguém se locomoveria até sua sessão eleitoral simplesmente para votar em algum conhecido ou indicação de algum amigo. Neste caso ficaríamos presos apenas pelos fanáticos filiados à partidos, mas com certeza seria um problema bem menor à se resolver.  ”

 


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Publicado em Política
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Sobre o autor

Me chamo Ricardo Brusch, sou programador e desenvolvedor de sistemas para internet. Também sou aspirante a escritor, e você pode ler alguns de meus contos malucos em contos.ricardobrusch.com.br.
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