Rodar o Zend Framework pela primeira vez

rodar-o-zend-framework-pela-primeira-vez

 

Buenas e me espalho! To eu aqui de novo (obviamente, já que o blog leva meu nome, quem mais poderia ser…) para compartilhar mais um tantinho do pouco que sei. Dessa vez, pretendo quebrar um mito que é bem popular entre os desenvolvedores PHP: É difícil aprender a trabalhar com o Zend Framework.

 

Digo desde já que ele não é o mais simples dos frameworks, mas também não é um bicho de sete cabeças, desde que do outro lado da máquina tenha alguém com uma boa cabeça para “entrar no universo” do Zend Framework. Não posso afirmar que o Zend em sua versão 1.x era tão suave, pois comecei a trabalhar de verdade com ele apenas no lançamento da versão 2. E sim, posso afirmar que a versão 2 é bem interessante. Porém, já falei isso em algum outro post, e continuo acreditando que o mais difícil para um desenvolvedor não é aprender uma tecnologia em específico, mas sim saber quando ela realmente deve ser empregada e principalmente saber como integrá-la ao seu projeto ou, no caso do ZF2, configurá-la e rodá-la pela primeira vez.

 

Com isto em mente resolvi escrever este tutorial bem simples, mas que vai dar um bom empurrão pro pessoal que tem curiosidade em aprender a trabalhar com o Zend Framework, e que por algum motivo não criou coragem, paciência, ou simplesmente não conseguiu entender como configurá-lo.

 

Vamos lá então. Para iniciar, acho que é inviável criar uma base do zero. Vamos pegar uma base já pronta. A Zend disponibiliza uma base bem interessante, porém ela vem um tanto quanto poluída com dados que não fazem diferença para quem está iniciando, e para facilitar eu baixei esta base, fiz uma limpeza nos arquivos que não são necessários nesse momento. Ela tá disponível lá no meu Github. Mas não precisa baixá-la agora, vou passar o link para download mais adiante no tutorial.

 

Botando o Zend pra rodar!

Passo 1: Primeiramente certifique-se que em ambiente de desenvolvimento tenha o PHP na versão 5.3 ou maior. Para ter certeza disto, crie um arquivo .php com (apenas) a função phpversion() e rode-o.

 

(apenas passe para este passo se já está de acordo com o “Passo 1“)
Passo 2: Baixe a base do Zend Framework 2 já prontinha pro desenvolvimento no meu github através deste link

 

Passo 3: Extraia a pasta em seu ambiente de desenvolvimento. Se desejar, renomeie-a como preferir. Para fins didáticos, vou renomeá-la em meu ambiente para “zf2” apenas.

 

Passo 4: Para facilitar ainda mais, crie um virtualhost para este projeto. Não sabe como criar uma virtualhost? Sem problemas, entenda pra que eles servem e como criá-los no tutorial “Criando virtualhosts no Linux e no Windows“, que escrevi aqui pro blog.
Apenas uma observação: para criar um virtualhost para o Zend Framework, é necessário apontar para a pasta “public” dentro da raiz do diretório. Ou seja, no meu caso, {$caminho-para-o-ambiente}/zf2/public , simples assim.

 

(mais uma vez, não passe para esta etapa se não está com o “Passo 4” concluído)
Passo 5: Agora vamos para uma parte muito importante: o download do Zend Framework. A base que baixamos no Passo 2 é realmente apenas uma base de arquivos e configurações. O Framework em si nós instalamos via Composer. Não se preocupe, isso é extremamente fácil.

Passo 5.1: Acesse, pelo terminal, o diretório com a base. Veja:
navegando-para-o-diretorio

Passo 5.2: Atualize o composer com o comando “php composer.phar self-update” Veja abaixo:
atualizando-o-composer

Passo 5.3: Instale as dependências presentes no arquivo composer.json com o comando “php composer.phar install“. Não se preocupe com mais nada, o arquivo em questão já está configurado para baixar a última versão do Zend Framework. Futuramente você pode adicionar outras bibliotecas neste arquivo e rodar o mesmo comando para a instalação destas. O Composer é muito útil, mas isso é artigo para outro post. Veja o comando de instalação abaixo:
instalando-dependencias-composer

Se tudo correr bem, uma mensagem como esta irá aparecer na sequência:
sucesso-composer-

Caso contrário, verifique as permissões de escrita no diretório.

Além disso, o composer ainda vai sugerir a instalação de algumas bibliotecas e também gerar o arquivo para autoload. Nada relevante nesse momento.

 

elefante-zf2

 

Prontinho meu amigo. Acesse agora seu virtualhost pelo navegador e orgulhe-se em dizer: “Eu fiz o Zend Framework funcionar!”.

 

Na página inicial (e única, hehehe) coloquei uma descrição dos arquivos que modifiquei, os que excluí e também os que você deve tomar algum cuidado para alterar.

Legal né? Até o momento, é isso que você precisa. Estarei em breve escrevendo mais um tutorial explicando os arquivos dessa base e também criando alguma coisinha bem simples, só pra deixar mais claro ainda como esse poderoso (e também temido e respeitado) framework funciona.

 

Obrigado por ler até aqui, deixe aí seu comentário com sugestão para outros posts, e também suas críticas se necessário para que eu possa passar o melhor à você. Um forte abraço e até a próxima 🙂


Marcado com: ,
Publicado em Zend Framework 2
Volte Sempre!
Meus artigos te ajudaram de alguma forma e você não sabe como me agradecer? Que tal me pagar uma Coca-Cola bem gelada?

Sobre o autor

Me chamo Ricardo Brusch, sou programador e desenvolvedor de sistemas para internet. Também sou aspirante a escritor, e você pode ler alguns de meus contos malucos em contos.ricardobrusch.com.br.
Parceiros





Publicidade